domingo, 16 de janeiro de 2011

Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind)

Essa é minha primeira resenha de um filme, mas como o filme é muito bom, merece estar aqui. Essa resenha foi minha primeira avaliação de Psicolinguística, porém posto-a aqui reduzida e adaptada.
Alerta!!! Esse texto pode conter spoilers como o fato de que John Nash é meio pirado e tem amigos imaginários, e ganha o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel. Agora que você já sabe disso, pode continuar lendo o texto sem preocupações.
O filme "Uma Mente Brilhante" (A Beautiful Mind) conta a história do matemático e economista John Nash, que buscava uma ideia inovadora, útil e original para sua tese de Doutorado. Por conta de sua árdua tarefa, John acaba criando uma fuga que se manifesta na forma de uma esquizofrenia.

Nash conclui sua tese, casa-se, ganha uma equipe de trabalho (não necessariamente nessa ordem) e sua insanidade aumenta, agora na forma de outra personagem irreal: o "Big Brother". Nash acredita que é um agente, e sua doença vai se agravando cada vez mais, levando-o até um hospital psiquiátrico. Após o tratamento, Nash se recusa a tomar seus remédios e a doença retorna, até o momento em que o protagonista cai em si e percebe o que está havendo, que o faz iniciar uma recuperação gradual por meio do convívio social (que ele odiava no início do filme), culminando em seu retorno como professor, sua ovação como gênio e sua distinção no prêmio de economia em homenagem a Alfred Nobel (erroneamente conhecido e traduzido como Nobel de Economia. Não existe nenhum Nobel de matemática ou economia).

Há nesse filme muitos pontos interessantes para a análise, dentre eles a íntima relação que há entre a sociedade e a mente humana. Por ser afastado do convívio social (na verdade, ele se isola por conta própria) e exercer forte pressão psicológica sobre si próprio, acabou desenvolvendo uma insanidade degenerativa grave, que só pode ser superada e ignorada pelo convívio que antigamente evitava.

O outro ponto importante é relacionado à busca humana em gravar seu nome na história, tornando-se imortal, divino e exemplar. Nash possuia uma ânsia por essa busca, e isso contribuiu também para seu estado mental.

Articulando os dois pontos importantes citados, percebemos ainda mais claramente como se dá sua loucura e sua recuperação. Das duas principais "ilusões" de Nash, uma representa sua deficiência social e a nescessidade de superá-la (seu amigo de quarto), enquanto a outra, representa seu desejo desenfreado de gravar seu nome na história do país (o "Big Brother"). Essas "ilusões" so conseguiram ser tratadas após Nash se dar conta de suas deficiências e de buscar superá-las. Apenas a partir disso, John pode ignorar seus fantasmas.

Há muitos outros pontos excelêntes para análise, mas vou ficando por aqui, pois se existe uma arte em que sou ignorante, essa arte é o cinema. Não vou me alongar mais,. só reafirmo que é um excelente filme e que merece ser visto novamente, em outras momentos.

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